Palácio de Cristal

Código: 6.48.93.5558

Nº SNIIC: SP-14986

Palácio de Cristal

Site: http://www.petropolis.rj.gov.br/turispetro/

Email para divulgação: robisonthomaz@yahoo.com.br

Telefone para divulgação: (24) 2247-3721

Endereço: Rua Alfredo Pachá, S/N , Centro, 25685-210, Petrópolis, RJ

CEP: 25685-210

Logradouro: Rua Alfredo Pachá

Número: S/N

Complemento:

Bairro: Centro

Município: Petrópolis

Estado: RJ

Território Cultural (para utilização do Sistema de Museus):

Descrição

O Palácio de Cristal situa-se na Cidade de Petrópolis, Estado do RJ - Rio de Janeiro. O local foi inaugurado em 1884.

A estrutura pré-montada foi encomendada pelo Conde d'Eu, sendo construída nas oficinas da Sociedade Anônima Saint-Souver Lês Arras, na França. A estrutura é inspirada no Palácio de Cristal de Londres, e do Palácio de Cristal do Pôrto.

A intenção do Conde era presentear a Princesa Isabel, a fim de poder cultivar suas hortaliças.

Em 1938 o Palácio foi coberto por folhas-de-flandres e tijolos para abrigar o Museu Histórico de Petrópolis, que mais tarde seria transferido para onde hoje funciona o Museu Imperial de Petrópolis.

Em 1967, o Palácio foi tombado pelo Antigo SPHAN - Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Atual IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, mas ele continuou coberto. Paredes similares às originais foram colocadas no ano da comemoração do centenário do Palácio, em 1984:

http://www.ipatrimonio.org/?p=20713#!/map=38329&loc=-22.50606881180414,-43.18145459803748,17

O Palácio de Cristal é utilizado para exposições e eventos, como a BAUERNFEST, festa anual em homenagem aos colonos alemães de Petrópolis. Hoje, as paredes do Palácio são cobertas de vidros, e como já visto acima funciona para eventos históricos.

Em 2018, o PALÁCIO DE CRISTAL DE PETRÓPOLIS obtém o Registro de Museu pelo IBRAM - Instituto Brasileiro dos Museus:

MUSEU PÚBLICO
Palácio de Cristal
Código: 6.48.93.5558
Nº SNIIC: SP-14986
http://museus.cultura.gov.br/espaco/14986/

- Quando traçou a Planta de Petrópolis, o Major Koeler deixou na confluência do Rio Piabanha com o Rio Quitandinha, um espaço para um logradouro público. Foi originalmente a Praça da Confluência, ou “ Koblenz ” para os alemães.
- A primeira Cruz da cidade foi levantada em 29 de Junho de 1846, numa Missa festiva, onde se comemorava o primeiro Aniversário da chegada dos alemães à Petrópolis ( 1845 ). Missa solene, programada pelo Major Koeler e oficiada pelo Internúncio Apostólico do Rio de Janeiro, Monsenhor Bedini. Essa Missa foi celebrada para os católicos que perfaziam dois terços da população.
- Segundo cópia do Sermão do Monsenhor Bedini ( oferecido à Biblioteca de Petrópolis pelo Núncio Apostólico Aloisio Masella ) termina ele: “ já que não tendes outro Padre que vos fale de vossa Religião na vossa língua natural ”, era pois o único que pregava em alemão, na época.
- O mesmo Major Koeler, à 19 de Julho do mesmo ano, faz oficiar pelo Pastor luterano Avè Lallemant, um Culto divino, no mesmo local, aos pés do mesmo altar, para todos os colonos, sem distinção de crença. Era para o Major, que os colonos reclamavam insistentemente, a falta de assistência espiritual, juntamente com escolas para seus filhos, que lhes foram prometidos nos contratos que os engajaram na Europa.
- Em 1857, o Diretor da Colônia, Coronel Sergio Marcondes de Castro, faz a Praça cercada de madeira “ fechada por duas cancelas de madeira reforçada ”. Era o Campo de Sant’Ana e futuramente o Passeio Público de Petrópolis. O mesmo Diretor fez plantar algumas árvores para formar o jardim.
- As melhorias porque passou, em seguida, não chegaram até nós. Não sabemos quando a cerca de madeira foi mudada por lindo gradil em serralheria, provavelmente vindo da Europa e retirado por volta de 1938. O atual é posterior.
- Sabemos que a via pública fronteira à mesma. Projetada por Koeler, que seria chamada Rua dos Engenheiros, não foi realizada. Deveria sair bem no centro da atual Avenida Koeler.
- Acerca da histórica formação de Aquilombamentos ( Quilombos ) em solo petropolitano, no Artigo “ Passado, presente e futuro de Petrópolis ” de Jean Baptiste Binnot, no Jornal O Parahyba de 23 a 30/12/1858, no qual o Autor relatava a presença negra nas terras onde se ergueria a cidade de Petrópolis, especificamente, na futura Vila Imperial, na disputada área onde seria erguido o PALÁCIO DE CRISTAL ( 1879-1884 ).
- Binnot, diz que onde seria a Praça Koblenz, Região da Confluência do Rio Palatinato-Quitandinha com o Rio Piabanha, que passou a se chamar o Passeio Público, e depois o PALÁCIO DE CRISTAL, antes da Fundação da Colônia, isto é, antes de 1838, estava ainda virgem das plantas humanas, a não ser dos Negros fugidos, porque no lugar onde está a Casa do Senhor Comendador Bernardes, atualmente a Unidade/SENAC - Serviço Nacional da Aprendizagem do Comércio, na esquina da Rua Alfredo Pachá com a Avenida Piabanha, descobriu-se um Quilombo com uma grande porção de terreno cultivado.
- Nos informa Walter Bretz que na Praça Koblenz “ secaram pouco a pouco as árvores indígenas que a princípio se havia poupado com grande mimo ”.
- A notícia que nos chega é que a 2 de Fevereiro de 1875, realizou-se nos terrenos do então Passeio Público, a primeira Exposição Hortícola de Petrópolis sob o patrocínio da Princesa Isabel, por inciativa do Comendador Paulo Afonso e do Capitão Augusto Rocha Fragoso. Tal foi sucesso do evento, ( o primeiro do Brasil ), realizado em pequenos pavilhões especialmente construídos na Praça, que futuramente outras exposições parecidas foram organizadas em outros municípios e até na Côrte.
- Serviram de palco no ano de 1876 para os festejos do Aniversário de Dona Teresa Cristina e da inauguração do Hospital Santa Teresa.
- Na ocasião foi lindamente iluminado a gás por iniciativa de Paulino Afonso, nas noites de 12, 13 e 14 de Março.
- Com a Publicação do Diário do imperador referente ao ano de 1862 ( Anuário do Museu Imperial – Volume XVII) verifica-se ser Dom Pedro II o pai da idéia dessas mostras hortícolas. Nesse ano mesmo, determinava ele a seu Camareiro Antônio de Araújo Ferreira Jacobina, que estudasse as possibilidades de tal iniciativa. É então fundada a Caixa Hortícola de Petrópolis, ancestral da Associação Agrícola e Hortícola de Petrópolis.
- Na Ata da Sessão de 18 de Setembro de 1875, está mencionada a Caixa Hortícola de Petrópolis.
- Depois da Exposição de 1875, foi fundada a Associação Agrícola e Hortícola de Petrópolis. Essa Associação realizou mais duas exposições, uma em 1876, outra em 1877.
- Vieram outras exposições anuais cuja consequência foi a necessidade de se construir um Pavilhão. Seria a Estufa que substituiria os barracões até então usados.
- Em 2 de Fevereiro de 1879, por iniciativa do Conde D’Eu, Presidente da Associação e na presença de Suas Majestades Imperiais, foi colocada a Pedra Fundamental do EDIFÍCIO que viria a ser o PALÁCIO DE CRISTAL e destinado especialmente à realização de outras exposições.
- Sua estrutura metálica foi encomendada na França, através da Sociedade Anônima de Saint Sauveur les Arras, chegando à Petrópolis, foi montada sob a direção do Engenheiro Doutor Eduardo Guimarães Bonjean ( 1884 ).
- A Publicação Petrópolis, Guia de Viagem, aparecida no ano seguinte ( 1885 ) de autoria de J. Tinoco, às Páginas 68 e seguintes, narra o histórico do imóvel.
“ Petrópolis – Escrevem-nos dessa cidade:
03 de Fevereiro – “ Por telegrama que expedi hontem daqui dei-lhes de noticia do baile com que se inaugurou o palácio de crystal, construído no local do antigo passeio publico, e cuja estufa ostenta agora as suas columnas de ferro e paredes vidro branco.
“ Se o palacio de crystal há de ser mais conveniente e util a Petropolis dirão os frequentadores desta bella cidade que assistirem às festas que alli se derem. O facto é que o antigo Passeio Público era o recreio das crianças e ponto de reunião de todos.
“ O palacio de crystal de Petrópolis foi construído nas oficinas da sociedade anonyma de Saint Sauveur les Arraz, para uma associação de horticultura sob a proteção as Sua Alteza Conde d’Eu. Devendo servir de lugar de exposição ou de festas, tem esta enorme estufa uma vasta sala composta de uma parte central e dois corpos lateraes rectangulares, com uma superfície de 224 metros quadrados. Ligão-se ao corpo principal duas meias luas, cada uma com uma superfície de 56 metros quadrados. Espaço suficiente no caso de haver exposição hortícola para receber pequenos volumes e plantas e em reuniões numerosas os necessários acessórios para uma sala de festas. É inconstestavelmente um elegante EDIFÍCIO, solidamente construido pelo engenheiro Eduardo Bonjean.
“ Como já dissemos, fez-se a inauguração do palacio-estufa com um baile dado em beneficio da Associação. A inauguração da sala foi feita sob as vistas de S.A. a Serenissima Princeza Imperial, o que fez ter maior realce a primeira festa dada no palacio de crystal.
“ Às 9 horas da noite já a sala estava cheia de senhoras e cavalheiros, que receberão Suas Majestades e Altezas, dando-se logo depois começo às danças, nas quaes dignou-se S.A. a Sra. Princeza Imperial de tomar parte. Foi uma brilhante reunião tanto pela escolhida sociedade como pela bonita iluminação. Da corte vierão muitas senhoras para este tão falado baile, de cuja direção se encarregou, a convite de S.A. o Sr. Conde d’Eu uma comissão de cavalheiros da nossa sociedade, que se esmerarão no desempenho de tão agradável incumbência.
“ Mas não foi só para assistir ao baile que veio gente da corte; para fugir do calor e aqui passar dois dias também vierão muitas pessoas. A affluencia desde sexta-feira tem sido extraordinária.
“Cerca de 1.000 pessoas vierão para Petrópolis, e sabe Deus que trabalho teve o Dr. Berrini para acomodar os passageiros nos carros da estrada de ferro Principe Grão Pará.
“ Os hotéis estão cheios que os últimos passageiros tiveram de dormir nos bilhares e salas.
“ O Hotel d’Orleans não teve outras acomodações senão a rouparia e o quarto de banho para dar aos dois últimos hospedes que apparecêrão hontem. ”
1884 – 20 de Abril – Quarta Exposição, sendo a primeira dentro do novo pavilhão ( PALÁCIO DE CRISTAL ), com ornamentação de Glaziou. Contou com a presença de SS.MM.; corpo diplomático e ministros do Império. O discurso oficial foi proferido pelo Conde D’Eu. O júri contou com o mesmo A. Glaziou; Ramiz Galvão e José Saldanha da Gama. “ Houve uma menção honrosa a Manoel do Rego Soares, como incentivo pela indústria recente do vinho virgem – feito de uva pura – Lágrimas de Petrópolis. ”. A Exposição esteve aberta por 5 dias e 5 noites, tendo sido o Pavilhão e o Parque iluminados. O Jornal do Commércio dedicou-lhe extensa crônica.
1885 – Quinta Exposição Agrícola e Hortícola de Petrópolis.
1886 – 20 de Março – Sexta Exposição Agrícola e Hortícola de Petrópolis.
1886 – Maio – Primeira Exposição Industrial de Petrópolis, realizada pela Câmara Municipal por iniciativa do Vereador Henrique Kopke Junior.
1888 – 1 de Abril – Foi realizado no PALÁCIO DE CRISTAL a entrega de 103 títulos de liberdade aos escravos ainda existentes na cidade. Anterior à Lei Áurea de 13 de Maio do mesmo ano. A entrega foi feita pela Princesa auxiliada pelos Príncipes Dom Pedro e Dom Luiz. Estiveram presentes o Presidente do Conselho, Conselheiro João Alfredo, o Ministro do Império, Conselheiro Costa Pereira; Ministro da Agricultura e Obras Públicas, Conselheiro Rodrigo Silva; pelo corpo diplomático: Ramiz Galvão; José do Patrocínio e André Rebouças. No Império, em Petrópolis, houve um Grupo Abolicionista incentivado pela Princesa Izabel, e no Dia 1° de Abril de 1888, 43 dias antes da Promulgação da Lei Áurea no Dia 13 de Maio de 1888, a população negra que ainda se encontrava em situação servil na Cidade Imperial, obteve cada um dos 101 Escravos alocados na Sede, receberam em Cerimônia Pública realizada pela Princesa Regente, no PALÁCIO DE CRISTAL, sua Carta da Alforria, das quais 10 foram gratuitas, e 91 foram pagas com o fundo da campanha da arrecadação em prol da libertação dos escravos.
“ Petrópolis adiantou-se ao Brasil. Como para dar um exemplo às demais cidades. ” ( Tribuna de Petrópolis 1-4-1945 )
“ Durante muitos dias os jornais do Rio dedicaram artigos expressivos ao acontecimento de Petrópolis. Títulos expressivos com “ Libertação em Petrópolis ” – “ Petrópolis Livre ” e outros foram empregados em hinos de louvores às magníficas comemorações do Domingo de Páscoa! ” ( Tribuna 1-4-1945 )
Chama a atenção para o fato de que, após este ato público da libertação dos últimos escravos petropolitanos, formaram-se comunidades negras em terras devolutas, nas quais prevaleceram toponímias da origem africana, sendo exemplos: Carangola, Caxambú, Quissamã e Quitandinha, que ainda hoje mantém-se as mesmas denominações e se constituem em bairros com grande contingente negro.
Na Parte Lateral do PALÁCIO DE CRISTAL, encontra-se a Barraca da Baiana do Acarajé, onde remete a existência remota do Negro naquela Região.
Festividades alusivas à Cultura étnica africana no PALÁCIO DE CRISTAL:
- 2ª Festa da Cultura Afro-Brasileira/2014 ( A 1ª Festa da Cultura Afro-Brasileira foi realizada em 2013 dentro da Semana Municipal da Consciência Negra, sem Programação no PALÁCIO DE CRISTAL )
- 3ª Festa da Cultura Afro-Brasileira/2015
- 4ª Festa da Cultura Afro-Brasileira/2016
- 5ª Festa da Cultura Afro-Brasileira/2017
- Celebração do Dia Nacional de Teresa de Benguela e o Dia Internacional das Mulheres Negras, Latino-Americanas e Caribenhas/Julho/2018
- 6ª Festa da Cultura Afro-Brasileira/2018
1889 – A Sociedade Krankenkasse Bruderbund inaugura no PALÁCIO DE CRISTAL sua bandeira social ( hoje guardada no Museu Imperial ). Nas festas juninas, o jovem Fritz Esch soltava na praça grandes balões, com mechas de algodão embebidas em álcool. Esse mesmo Fritz foi por muitos anos, Carteiro do Correio local.

QUAL O TIPO DE ACÊRVO QUE POSSUI O PALÁCIO DE CRISTAL?
- O PALÁCIO DE CRISTAL possui o Acêrvo Institucional e o Acêrvo Operacional.
- O Acêrvo Institucional é: o EDIFÍCIO ou Prédio Original; a Estrutura de Ferro Original; o Piso Original; a Cruz colocada no Lado Esquerdo do Jardim/Parque; e o Jardim/Parque. O Acêrvo é tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
- Não há Museu sem Acêrvo. Hoje, está consolidado o conceito de que é o Acêrvo, com suas implicações, que faz a especificidade do Museu.
- Ora, qual seria o Acêrvo do Museu, apto a criar o indispensável vínculo entre a instituição e seu objeto? Seria conveniente distinguir um Acêrvo propriamente Institucional e outro, mais amplo, Operacional.
- O primeiro é aquele constituído por coleções sistemáticas e coerentes de estruturas e objetos móveis qualificados por seu valor “ documental ”, pela carga de referência que encerram. Não se trata apenas, é óbvio, de prosseguir na linha tradicional predominante em nossos Museus históricos, de coletar peças de caráter histórico-factual, fetichizadas pela vinculação a um “ episódio ” ou “ figura ” de “ nossa História ” ou qualificados pelo interesse formal ou por qualquer indício de “ excepcionalidade ”. Sem desconsiderar tais categorias de documentos, é forçoso, porém, reconhecer duas exigências para legitimar sua coleta: em primeiro lugar, devem ser ultrapassados os conteúdos imediatos, para apreender os contextos sociais e históricos que essas peças documentam; além disso, impõe-se levantar os demais referenciais desses contextos – o que pressupõe, obrigatoriamente, documentos cujo valor maior é serem modestos, banais, anônimos, sem relevância estética ou qualquer estigma de coisa única, incomparável – mas que, por isso mesmo, são capazes de revelar as tendências de certos processos históricos. Daí o interesse vital de tudo aquilo que se refira ao universo do quotidiano e do trabalho.
- Naturalmente, este Acêrvo Institucional também incluiria material arquivístico e iconográfico, plantas, maquetas, fotografias, depoimentos e testemunhos de várias naturezas, e assim por diante. É preciso lembrar ainda, toda a documentação relativa às representações, às imagens levantadas por pesquisa históricas, sociológicas e antropológicas.
- Além desse Acêrvo Institucional, museológico no sentido estrito do têrmo, também viriam a constituir matéria-prima desse Museu certos espaços, paisagens, estruturas, monumentos, equipamentos – enfim, áreas e objetos sensíveis, socialmente apropriados, percebidos não só na sua carga documental, mas na sua capacidade de alimentar as representações. Assim, o território que, concebido nestes termos, corresponderia à noção de patrimônio ambiental, passa a ser não só o campo de atuação do Museu, mas ingrediente de sua ação, incorporando-se, portanto, ao seu Acêrvo Operacional. Ter-se-ia, por consequência, aquele Museu que rompe suas limitações institucionais, a noção notarial e burocrática de seu Acêrvo, para abarcar um território e uma comunidade, em que os visitantes assumem também a condição de agentes.
- Antes de tudo, a experiência do Museu é a de deslocar-se e andar dentro de um espaço singular.
- Em todos esses casos, o Museu consegue proporcionar uma experiência, estética, emocional, intelectual – e é isso que faz valer a pena ir a um Museu. O Museu é a casa da experiência.
- O Museu é ainda lugar e oportunidade de devaneio, de sonho, de evasão, do imaginário, que são funções psíquicas extremamente importantes para prover equilíbrios, liberar tensões, assumir conflitos, desenvolver capacidade crítica, reforçar e alimentar energias, projetar o futuro, e assim por diante.
- Mas perguntar se pode existir Museu sem Acêrvo é tão ingênuo quanto perguntar se existe mula sem cabeça. Nos dois casos, a resposta só pode ser positiva. Mais ainda, como o Museu sem Acêrvo, a mula sem cabeça não só existe, mas solta gloriosamente fogo e fumaça pelas ventas. Entretanto, a pergunta está mal direcionada, pois o que se deve perguntar é se tem sentido o Museu com Acêrvo, se é necessário o Museu com Acêrvo. No caso da mula, se eu precisar daquilo que uma mula com cabeça pode fazer, é bom que ela seja inteira: para ver o caminho, por exemplo, e transportar a carga que tem de ser transportada. Da mesma forma, apesar de todas as transformações que a cibernética está trazendo, nossa sociedade – enquanto formos seres corporais – ainda necessitará de espaços institucionalizados ( isto é, dispondo de uma certa estabilidade e condições de operação ) para atuarem precisamente sobre esta dimensão física, básica na nossa existência. Ainda que possamos e devamos transcender os limites da corporalidade e da materialidade, somos corpo e matéria também e estamos mergulhados num universo de coisas físicas. Não se reduz a existência à matéria, é claro, mas como podemos nos entender e determinar ignorando essa base física, essa dimensão física, material, empírica, da nossa existência? Eliminar o Acêrvo no horizonte do Museu é comprometer uma das possibilidades mais eficazes de consciência e compreensão dessa dimensão visceral de nossas vidas.
- O PALÁCIO DE CRISTAL é um Museu, também, do Tipo Etnográfico com Festividades alusivas à várias Culturas étnicas, tais como, a portuguesa, a germânica, a japonesa, a italiana, a africana, a cristã, entre outras.
- O PALÁCIO DE CRISTAL tem como proposta utópica transformar o Museu antes num espaço de questionamento e de indagações do que de respostas.

HÁ ACÊRVO EM EXPOSIÇÃO?
- XVIII Exposição de Orquídeas e Bromélias, Fevereiro/2019.
- Em Fevereiro, anualmente, é realizada a Exposição de Orquídeas e Bromélias.
- Em Outubro/2019, pela terceira vez, será realizada a AGRO-SERRA Imperial: Da Roça ao Prato.
- A Reforma do PALÁCIO DE CRISTAL está prevista para 2019. O Projeto Expositivo, após a Reforma do PALÁCIO DE CRISTAL, é a Exposição PERMANENTE de Orquídeas e Bromélias, de acordo com a sua Originalidade. Segue abaixo, a Ligação no Sítio Oficial da PMP – Prefeitura Municipal de Petrópolis.
- http://petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/imprensa/noticias/item/12098-pal%C3%A1cio-de-cristal-completa-135-anos-neste-s%C3%A1bado

NA RESERVA TÉCNICA?
- Antes de concluir, convém explicitar que Acêrvo não é apenas aquele cartorário, patrimoniado, exposto ou depositado em reservas técnicas, mas também o Acêrvo Operacional, aquele sobre o qual opera o Museu, por exemplo, o espaço empírico.

Galeria

PARABÉNS! O FVA 2019 deste Museu já foi preenchido.

O Ibram agradece a contribuição no levantamento de informações sobre o campo museal.

Em caso de dúvidas, alteração de informações ou se você é o(a) responsável pelo museu e quer responder novamente, entre em contato conosco pelo email cpai@museus.gov.br ou pelos telefones (61) 3521-4410, (61) 3521-4291, (61) 3521-4330, (61) 3521-4329, (61) 3521-4292
evento entre e Baixar Planilha

O Museu encontra-se: aberto

Horário de funcionamento: Domingo, Segunda-Feira, Terça-Feira, Quarta-Feira: 09:00 - 18:00. Quinta-Feira, Sexta-Feira, Sábado: 09:00 - 21:00.

Entrada

Entrada é cobrada: não

Acessibilidade

Acessibilidade física:

Acessibilidade para pessoas com deficiências auditivas e visuais:

Atendimento aos turistas estrangeiros:

Instalações

Instalações básicas e serviços oferecidos:

Capacidade do teatro/auditório (assentos): 200

O museu possui arquivo histórico? não

O arquivo tem acesso ao público? não

O Museu possui biblioteca? não

A biblioteca tem acesso ao público? não

O museu promove visitas guiadas? sim

Em caso positivo, especifique: Sem necessidade de agendamento

Atividades educativas e culturais

O museu realiza atividades educativas e culturais para públicos específicos? s

Em caso positivo, especifique: escolha a(s) que mais se adeque(m)

Esfera: Pública

Tipo de Esfera: Municipal

Ano de abertura: 1884

Instrumento de criação:

Descrição: Nº 25/1937, de 30/11/37 somente para instrumento do tipo "Outros"

Instituição mantenedora: Prefeitura Municipal de Petrópolis

Tipo: Tradicional/Clássico

O museu é de caráter comunitário? não

Temática: História

Para solicitar o Registro de Museus é simples. Basta seguir estes três passos:

  • 1. Preencher e assinar o Formulário de Solicitação de Registro, ao final da página.
  • 2. Fotocopiar os documentos solicitados (vide lista abaixo de acordo com a natureza administrativa da instituição).
  • 3. Reunir o Formulário devidamente preenchido e a documentação solicitada e entregar a documentação na sede do Ibram em Brasília ou enviar por correio com aviso de recebimento para o seguinte endereço:


    Instituto Brasileiro de Museus – Ibram
    Cadastro Nacional de Museus (CNM)
    Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bloco N, 1º Subsolo
    Cep: 70040-020 – Brasília – DF

Documentação Necessária:
Museu Público Federal
  • CPF e RG (autenticados em cartório) do responsável pelo museu;
  • Documentação que comprove que o titular do RG e do CPF enviados é o responsável pelo museu, que poderá ser através de termo de posse, ato de nomeação, ou outro documento congênere;
  • CNPJ do museu ou da instituição mantenedora;
  • Instrumento de criação do museu ou outro documento oficial da instituição à qual o museu esteja subordinado/vinculado;
  • Termo de Solicitação do Registro preenchido.
Museu Público Estadual, Municipal e Distrital
  • CPF e RG (autenticados em cartório) do responsável pelo museu;
  • Documentação que comprove que o titular do RG e do CPF enviados é o responsável pelo museu, que poderá ser através de termo de posse, ato de nomeação, ou outro documento congênere;
  • CNPJ do museu ou da instituição mantenedora;
  • Instrumento de criação do museu ou outro documento oficial da instituição à qual o museu esteja subordinado/vinculado;
  • Termo de Solicitação do Registro preenchido.
Museu Privado
  • CPF e RG (autenticados em cartório) do responsável pelo museu;
  • Documentação que comprove que o titular do RG e CPF enviados é o responsável pelo museu, que poderá ser através de termo de posse, ato de nomeação, ou outro documento congênere;
  • CNPJ do museu ou da instituição mantenedora (com personalidade jurídica);
  • Instrumento de criação do museu ou outro documento oficial da instituição à qual o museu esteja subordinado/vinculado;
  • Termo de Solicitação do Registro preenchido.
ATENÇÃO!
  • As despesas de autenticação e envio deverão correr por conta do museu solicitante;
  • O museu deverá manter atualizados todos os seus dados junto ao Registro de Museus, enviando toda a documentação comprobatória de qualquer alteração das informações já fornecidas;
  • No caso de inexistência de documento oficial que declare quem é o responsável pelo museu, será admitido como comprovação documento que contenha tal informação assinado pelo representante máximo da instituição mantenedora. Nessa situação, o representante máximo da instituição mantenedora deverá enviar cópia do seu RG, do CPF (autenticados em cartório) e documento oficial que declare sua ocupação neste cargo;
  • Museus que possuem filiais ou seccionais em endereços de visitação diferentes deverão responder um questionário para cada unidade.

Publicado por

Robison Thomaz de Souza

O Agente é Nomeado para a Coordenadoria do PALÁCIO DE CRISTAL DE PETRÓPOLIS administrado pela Secretaria do TURISPETRO - Turismo/PMP - Prefeitura Municipal/Petrópolis